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Campus Capanema celebra o Dia Nacional da Consciência Negra

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Momento da oficina de cajon

Redescobrir o passado, refletir sobre o presente e pensar a construção de uma sociedade mais igualitária para o futuro – esses foram os motes das atividades realizadas pelo Campus Capanema em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Ao longo desta terça-feira (19/11), estudantes, servidores e a comunidade local participaram de debates, palestras e oficinas que abordaram uma rica variedade de temas, incluindo História das relações entre Brasil e África, Cultura Afro-brasileira, e enfrentamento ao preconceito racial.

“Trata-se de uma data muito importante, de modo que buscamos tanto valorizar a diversidade afro-brasileira, quanto pensar sobre os desafios para superar problemas como a discriminação e as desigualdades raciais”, explica a professora Daniela Silvestrin, coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) e organizadora evento. Ela estima que aproximadamente 250 pessoas participaram das atividades.

A fim de proporcionar uma troca de experiências, o Campus Capanema recebeu convidados ilustres, que compartilharam suas vivências e saberes com o público. A professora Kátia Conceição, do Campus Palmas, proferiu a palestra “Negras de Papel: Literatura e Cor”, na qual abordou a representatividade da mulher negra na literatura, bem como a atuação de escritoras negras. “Por meio da literatura, muitas autoras buscaram debater sobre sua realidade, abordando temas de grande relevância social, como o racismo. Assim, os livros se tornam meios importantes para conscientizar as pessoas”, explicou.

A professora Kátia também tomou parte da mesa-redonda “Vivências Negras”, ao lado dos professores Jean Araújo e Karen Conceição. Ao longo da atividade, eles debateram questões sobre seu cotidiano e, em especial, como os educadores podem contribuir na luta contra o preconceito. 

A cultura foi um dos carros-chefes do evento. A professora Rafaela Viana debateu sobre a produção da escritora nigeriana Chimamanda Ngozie Adichie, enquanto o professor da UFFS de Realeza, Júlio Trevas ofertou uma oficina de cajon aos estudantes. “A música africana, trazida pelos escravizados, exerceu grande influência sobre a produção latino-americana. Conhecer os instrumentos e ritmos que nos foram legados por esses povos é resgatar sua história”, defendeu Júlio.

Os participantes do evento puderam ainda apreciar atividades como contação de histórias, apresentações teatrais e exposições sobre jogos e arte africanas. Para a estudante Audrey Bottega, a experiência foi bastante positiva: “A troca de experiências que tivemos hoje foi muito importante, pois fortaleceu minha empatia e me abriram novos olhares. Além disso por meio dos debates atuais, foi possível articular conteúdos e discussões de disciplinas como História, Arte, Sociologia, Filosofia e Geografia”.

O Dia Nacional da Consciência Negra foi criado pela lei nº 12.519 de 2011 e é oficialmente comemorado no dia 20 de novembro. A data é uma alusão ao assassinato de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, a maior comunidade de escravos fugitivos no Brasil colonial. Situado no atual estado de Alagoas, o quilombo chegou a contar com mais de 20 mil moradores no século XVII e se tornou um símbolo de resistência contra a escravidão.

Texto: Celso Fernando Claro de Oliveira
Fotos: Daniela Silvestrin


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